O Brasil se prepara para uma nova fase política a partir de 1º de fevereiro de 2027, com a configuração do Congresso Nacional se alterando após as eleições de 2026. A composição projetada das duas Casas indica um Parlamento marcado pela predominância de forças de direita, com destaque para o PL, que obteve a maior bancada tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.
De acordo com a nova configuração, o Senado Federal terá 81 cadeiras compostas por 49 parlamentares da direita, 16 do centro e 16 da esquerda. Proporcionalmente, a direita conquista 60,5% dos assentos, enquanto centro e esquerda ficam com 19,8% cada um.
Na Câmara dos Deputados, a situação também favorece a direita. Com 513 cadeiras, 283 serão ocupadas por parlamentares classificados como de direita, o que representa 55,2% do total. O centro terá 123 deputados (24%), e a esquerda contará com 107 parlamentares (20,8%). É importante notar que essa classificação política pode variar conforme a interpretação de cada partido ou parlamentar.
PL se destaca no Senado
A eleição de 2026 solidificou a posição do PL como a principal força partidária no novo Senado. O partido conquistou 19 das 54 cadeiras disponíveis e, levando em conta os mandatos em andamento, começará a nova legislatura com 28 senadores. O PT segue na sequência, com nove senadores, enquanto o MDB ocupa oito cadeiras.
Dentre os 54 senadores eleitos, 14 reelegeram-se, enquanto 40 novas face serão ocupadas. Esses novos senadores terão mandatos de oito anos, com término em 2035. Contudo, o cenário no Senado pode mudar, visto que alguns parlamentares estão em disputas por governos estaduais. Caso sejam eleitos, poderão abrir espaço para suplentes em suas cadeiras.
Mudanças no Amazonas influenciam o Senado
Um dos estados com potencial para alterar a composição do Senado é o Amazonas. O senador Omar Aziz (PSD) avançou para o segundo turno na corrida pelo Governo do Estado, disputando contra Maria do Carmo (PL). Se Omar vencer e deixar o Senado para assumir o Executivo estadual, seu lugar será ocupado por um suplente, podendo assim impactar na composição final da bancada amazonense.
PL na liderança da Câmara
Na Câmara dos Deputados, o PL se destacou com 121 deputados federais, tornando-se a maior bancada individual. Esse número coloca o partido em uma posição crucial para as negociações que definirão a próxima legislatura.
As próximas maiores bancadas são:
- Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV): 88 deputados
- Federação União Progressista (União Brasil e PP): 87
- PSD: 43
- Republicanos: 41
As cinco maiores bancadas somam um total de 380 das 513 cadeiras, representando 74,1% da Câmara. É relevante notar que houve uma significativa renovação, com 301 deputados reeleitos e 183 parlamentares iniciando seu primeiro mandato.
Direita em evidência nas duas Casas
A principal característica da nova configuração é, sem dúvida, a forte presença da direita. Com base na classificação apresentada, a direita contará com 332 parlamentares somados entre Senado e Câmara: 49 senadores e 283 deputados. O centro será representado por 139 parlamentares, enquanto a esquerda terá 123 representantes.
Composição do Congresso em 2027
| Campo político | Senado | Câmara | Total |
|---|---|---|---|
| Direita | 49 | 283 | 332 |
| Centro | 16 | 123 | 139 |
| Esquerda | 16 | 107 | 123 |
| Total | 81 | 513 | 594 |
Esse novo cenário indica que o próximo Congresso deve ser intensamente marcado pela atuação de parlamentares da direita, mas também destacará a luta pelo apoio do centro nas deliberações. Apesar da predominância da direita, a aprovação de projetos de considerável impacto ainda dependerá de articulações entre bancadas e alianças construídas durante a legislatura.
A nova legislatura está prevista para iniciar em 1º de fevereiro de 2027. No Senado, as 27 cadeiras que não estiveram em disputa em 2026 continuarão com mandatos oriundos de 2022, que se encerram em 2031. As próximas votações para essas vagas ocorrerão em 2030, enquanto todos os 513 deputados da Câmara iniciam um novo ciclo de quatro anos. Assim, o resultado das urnas remodela o Congresso, que será mais alinhado à direita, com um PL fortalecido e o centro repetidamente atuando como fiel da balança nas votações.



