Manaus – O desaparecimento de um policial militar aposentado ocorrido há quase seis anos teve um desfecho trágico em Manaus. As Forças de Segurança do Amazonas prenderam em flagrante Gabriel Maciel, de 33 anos, após ele confessar ter assassinado o próprio pai, José Maciel, de 60 anos, e ocultado o corpo em uma cacimba no bairro Nova Esperança, zona oeste da capital amazonense.
Segundo as investigações, a vítima estava desaparecida desde 2019. O corpo foi encontrado enterrado no terreno onde Gabriel residia na época do crime. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) participaram da remoção dos restos mortais após a localização da ossada.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, responsável pelo caso, o crime chamou atenção pela violência empregada contra a vítima. “Esse senhor foi enterrado de cabeça para baixo dentro de uma cisterna, enrolado em uma rede, tratado como um animal pelo próprio filho”.
A polícia informou que Gabriel Maciel era usuário de entorpecentes e teria cometido o homicídio motivado pelo interesse nas armas de fogo do pai. “Gabriel era usuário de entorpecentes e resolveu assassinar o próprio pai por conta das armas de fogo que queria vender no mundo clandestino para sustentar o vício”.
Detalhes do Crime e Investigações
As autoridades também destacaram as dificuldades enfrentadas durante as buscas pelo corpo, devido ao longo período entre o crime e a descoberta dos restos mortais. “Em razão do lapso temporal, foi um trabalho de difícil localização. O local estava cheio de entulhos e demandou um dia inteiro de trabalho. A ocorrência chegou às 7h da manhã e o corpo foi descoberto às 17h”.
Sobre a dinâmica do assassinato, a polícia trabalha inicialmente com a hipótese de enforcamento, embora a causa exata ainda dependa da confirmação da perícia. “Tudo indica que foi por enforcamento. As perícias técnicas ainda vão confirmar. Ele declara não saber muitos detalhes, estava bastante entorpecido”.
Confissão e Consequências Legais
Após revelar o crime, Gabriel foi conduzido pela madrasta ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e, posteriormente, encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsável pela investigação. Gabriel Maciel responderá pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele permanece à disposição da Justiça após audiência de custódia.
Ao final da investigação, a polícia afirmou que a elucidação do caso traz um desfecho para a família da vítima. “Finalmente esse crime está elucidado, o autor está preso e a família agora poderá enterrar seu ente querido”.
O caso, que choca pela brutalidade, é um alerta sobre as consequências do uso de entorpecentes e a desintegração nas relações familiares. A história de José Maciel traz à tona questões profundas sobre o vínculo familiar e as tragédias que podem ser geradas pela violência, deixando incertezas sobre o futuro para aqueles que sobrevivem ao trauma.




