Manaus – Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Datafolha, revelam um cenário preocupante no país: mais de 68 milhões de brasileiros convivem com facções criminosas ou milícias próximas de suas residências, enquanto 96% da população teme ser vítima da violência.
A pesquisa também aponta que 57% dos entrevistados já mudaram hábitos por medo da criminalidade, evitando sair de casa, alterando trajetos e vivendo em constante estado de alerta.
Para Coronel Menezes (Avante), os números refletem uma realidade grave que precisa ser enfrentada com responsabilidade, planejamento e ações integradas entre os entes públicos.
“Apesar dos investimentos e do aumento do efetivo policial em algumas regiões, sabemos que ainda há muito a ser feito. Onde o Estado é ausente, organizações criminosas acabam ocupando espaço e impondo poder paralelo, atingindo principalmente as populações mais vulneráveis”, afirmou.
Menezes ressaltou que, no Amazonas, os desafios são ainda maiores devido à dimensão territorial e à extensa faixa de fronteira, fatores que facilitam a atuação do crime organizado.
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“O combate à criminalidade não pode ser tratado com improviso ou politicagem. Segurança pública exige inteligência, preparo operacional, integração entre as forças de segurança e políticas públicas eficientes”, destacou.
O pré-candidato também defendeu maior articulação entre União, Estado e municípios, além de mais fiscalização sobre a atuação parlamentar em relação ao tema.
“É imprescindível fortalecer a cooperação entre as forças de segurança, o sistema de Justiça e as políticas sociais, sempre com transparência e responsabilidade. E fica a pergunta: os deputados federais e senadores estão realmente cumprindo seu papel no enfrentamento dessa crise?”, questionou.
Menezes afirmou que a solução passa por ações integradas entre repressão qualificada e prevenção social.
Desafios da Segurança Pública no Brasil
O crescimento da violência e a presença de facções criminosas se tornaram temas recorrentes nas discussões sobre segurança pública no Brasil. O aumento na sensação de insegurança entre a população é um reflexo direto do poder das organizações criminosas em diversas regiões do país. Em muitos locais, o Estado se torna ausente, e a falta de investimentos e de uma estratégia eficiente permite que as facções consolide seu poder.
A preocupação com a segurança pública não se limita a números alarmantes; trata-se da qualidade de vida dos cidadãos. Quando mais de 68 milhões enfrentam o medo do crime diariamente, as políticas públicas precisam ser a prioridade máxima. A presença de facções não apenas afeta a segurança, mas também o desenvolvimento social e econômico das comunidades mais atingidas.
Integração e Colaboração nas Forças de Segurança
A proposta de integrar diferentes esferas de poder, como União, Estado e municípios, é fundamental para a criação de um plano eficaz de combate ao crime. Essa colaboração pode proporcionar um alicerce robusto para a implementação de estratégias de segurança mais eficientes. Como Coronel Menezes mencionou, é necessário um trabalho conjunto que envolva não apenas repressão, mas também políticas sociais que atuem na raiz do problema.
Investir em inteligência e preparo operacional nas forças policiais deve ser o foco das políticas públicas. Em um cenário onde as condições socioeconômicas são adversas, a formação e o armamento adequado das tropas são essenciais para proporcionar uma resposta efetiva ao crime. O trabalho conjunto das polícias, judiciário e setores sociais deve ter como objetivo a construção de um ambiente seguro, onde as comunidades possam prosperar.
Rumo a Soluções Sustentáveis
A prevenção e o combate ao crime requerem uma visão de longo prazo. É preciso que haja um investimento contínuo em políticas sociais que abordem questões como educação, saúde e inclusão social. Essas áreas impactam diretamente a criminalidade e podem ajudar a reduzir os índices de violência a médio e longo prazo.
A iniciativa de fortalecer as comunidades mais vulneráveis não só traz um retorno social, mas também econômico, criando um ciclo virtuoso que pode beneficiar a todos. A luta contra as facções e milícias passa pela construção de oportunidades para os jovens, além de garantir que a justiça seja efetiva e rápida.
“Existe caminho. Precisamos tratar a segurança pública com seriedade técnica, proteger as comunidades mais afetadas e unir políticas de prevenção e combate ao crime. Só assim será possível devolver ao cidadão a liberdade de viver sem medo”, concluiu Menezes. Essa é uma afirmação crucial que encapsula a urgência da ação coletiva diante da crescente ameaça das organizações criminosas no país.


