A recente manifestação em Manaus destaca a luta por justiça de familiares de uma menina de 12 anos que foi vítima de um crime horrendo. O caso chocante aconteceu no bairro Novo Aleixo e gerou mobilização entre os moradores da região, que exigem que as autoridades tomem providências.
Protesto por justiça
No último dia 16, familiares da vítima se reuniram em frente à empresa Vidro Inox, que está ligada ao principal suspeito. Com cartazes pedindo a prisão do acusado, eles voltaram a chamar a atenção para a gravidade do abuso. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, o empresário já possui um mandado de prisão em aberto e está foragido.
Detalhes do caso
Segundo relato da mãe da menina, o crime ocorreu quando ela voltava da escola e foi abordada por um homem que estava dentro de um carro. A criança teria sido atraída para o veículo e, infelizmente, o abuso foi registrado por câmeras de segurança. A descoberta do crime veio ao conhecimento da mãe somente no dia seguinte, através de mensagens que a menina enviou para uma amiga.
A mãe ficou alarmada ao notar que a filha estava muito nervosa e demorou a chegar em casa. Após entender o que havia acontecido, levou a criança à delegacia para formalizar a denúncia. Um exame de corpo de delito confirmou o abuso sofrido pela menina, que teve que receber atendimento médico e tomar medicamentos para lidar com o trauma.
Ameaças e insegurança
Desde a decisão de denunciar o crime, a família começou a enfrentar ameaças. A mãe relatou que um funcionário do empresário se aproximou deles, intimidando-os e sugerindo que poderiam ser mortos caso o caso fosse levado à polícia. Além disso, a esposa do suspeito também compareceu à manifestação, avisando que processaria os familiares por expor publicamente o que havia ocorrido.
Apesar do medo, a família permanece firme na busca por justiça e ressalta a importância de não se calar. “Nada justifica o que fizeram com ela”, declarou a mãe, enfatizando que sua filha, uma criança de apenas 12 anos, carrega um trauma que irá acompanhá-la por toda a vida. Eles consideram até deixar o bairro devido às novas ameaças, mas seguem insistindo por respostas das autoridades.

