As tensões entre o Paquistão e o Afeganistão atingiram um novo patamar nesta madrugada, com o Exército paquistanês realizando ataques aéreos sem precedentes contra alvos afegãos. Este conflito é denominado pelo governo intérpitano de Islamabad como uma “guerra aberta” contra o Talibã, grupo que controla o Afeganistão desde 2021.
Fontes de segurança paquistanesas relataram que os bombardeios foram feitos com mísseis ar-terra, direcionados a instalações militares e escritórios do Talibã em cidades como Cabul, Kandahar e na província de Paktia. Além disso, a situação se intensificou com confrontos terrestres ao longo da longa fronteira de 2.600 km, incluindo disparos de artilharia e combates diretos entre as forças dos dois países.
O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Muhammad Asif, enfatizou a gravidade da situação, afirmando: “O nosso limite de paciência acabou. Agora é guerra aberta entre nós e vocês“. Esta declaração sublinha a percepção de uma escalada no conflito, que tem sido objeto de crescente preocupação internacional.
Retaliação Afiada do Talibã
O Talibã respondeu com contundência, afirmando que conduziu ataques com drones a instalações militares no Paquistão, incluindo a capital Islamabad e cidades como Nowshera e Abbottabad. Apesar de sua retaliação, o governo afegão adotou um tom mais prudente, sinalizando uma possível disposição para diálogo, em contraste com a abordagem belicosa do Paquistão, que promete “esmagar” o grupo.
Motivações por trás do Conflito
A atual crise emerge de meses de crescentes tensões na fronteira, permeadas por acusações de que o Afeganistão abriga militantes que realizam ataques dentro do Paquistão. O Talibã nega essas acusações, insistindo que a segurança do Paquistão é uma questão interna. O rompimento do cessar-fogo que havia sido estabelecido em outubro de 2025 acarreta uma mudança significativa nas dinâmicas regionais, revelando uma divisão histórica entre antigos aliados do mundo islâmico.
Início de um Capítulo Perigoso
Este ataque do Paquistão representa a primeira vez que o país dirige suas forças especificamente contra o Talibã, e não contra grupos militantes supostamente operando a partir do território afegão. Kandahar, reconhecida como o quartel-general do Talibã, foi um dos principais alvos nessa ofensiva. A divulgação de imagens dos bombardeios pelo governo paquistanês adiciona uma pressão internacional considerável à situação já volátil. A comunidade global observa com apreensão, dado que um conflito entre essas duas potências nucleares pode desestabilizar a região sul-asiática e precipitar uma crise humanitária no Afeganistão.
