A Operação Compliance Zero é um tema que vem ganhando destaque nas investigações de fraudes financeiras no Brasil. Lançada pela Polícia Federal, essa operação já dura mais de três meses, sem que o Supremo Tribunal Federal tenha tido acesso a provas essenciais que poderiam acelerar o processo. O cerne da investigação gira em torno do Banco Master, onde um esquema de fraudes bilionárias foi identificado.
Implicações da Retenção de Dados
Atualmente, a Polícia Federal tem em sua posse 52 celulares apreendidos, dos quais os dados extraídos permanecem retidos. Essa situação gerou um impasse, com a Corte responsabilizando a corporação pela falta de transparência. Os dados telefônicos são cruciais para elucidar os vínculos entre os envolvidos no esquema e os altos escalões do governo. Mesmo com um relatório extenso elaborado pela PF, que focava diretamente no ministro Dias Toffoli, não foram identificados crimes concretos associados a ele.
Consequências do Relatório da PF
Na elaboração desse relatório de 200 páginas, a Polícia Federal fez alegações sobre os contatos de Toffoli com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O STF considerou o documento ilegal, ressaltando que investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado necessitam de autorização judicial. A ausência de indícios sólidos levou os ministros a desprezar o relatório, que foi duramente criticado pelo ministro Flávio Dino, considerado por ele um “lixo jurídico”.
Esquemas Relacionados e a Resolução do Caso
Além das informações sobre o Banco Master, a operação revelou negócios que envolvem familiares de ministros do STF, mas sem que eles sejam diretamente investigados. Entre as ações já tomadas, está a liquidação extrajudicial do Banco Master, do Will Bank e do Banco Pleno pelo Banco Central, além da apreensão de bens valiosos para assegurar o ressarcimento. Apesar de tudo, os principais investigados já se encontram em liberdade, continuando a responder às acusações.




