O que era para ser um sábado comum em Ceilândia, Distrito Federal, transformou-se em um episódio dramático que rapidamente viralizou nas redes sociais e em grupos de segurança pública. Um policial penal do Distrito Federal, lotado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) do SIA, viveu momentos de verdadeiro sufoco ao ser confrontado pela esposa após uma suposta traição vir à tona.
Alguém chame a polícia!
O pedido de socorro, que soa irônico vindo de um agente da lei, foi o ponto alto do vídeo que circula no WhatsApp. Nas imagens, o servidor aparece acuado contra um veículo enquanto recebe uma sequência implacável de socos, chutes e joelhadas desferidos pela companheira. A situação levanta questões sérias sobre a dinâmica do relacionamento e o papel de um policial em uma situação tão vulnerável.
Entre um golpe e outro, o homem grita desesperadamente: “Ai! Ai! Ela tá me batendo! Ai! Socorro! Ai! Ai!”. Enquanto ele clamava para que alguém “chamasse a polícia” para retirar a mulher de cima dele, testemunhas que acompanhavam a cena de perto pareciam não se sensibilizar com o apelo. Em um momento do áudio, é possível ouvir uma voz ao fundo incentivando a agressora: “Vai, dona! O povo tem que ver mesmo!”.
Risco iminente: surrado e armado
Um detalhe que chamou a atenção das autoridades e de quem assistiu ao vídeo foi o fato de o policial estar armado durante toda a confusão. As imagens mostram uma pistola no bolso do agente enquanto ele tentava, sem sucesso, se esquivar dos golpes. A presença da arma de fogo elevou o nível de preocupação sobre os riscos de uma tragédia ainda maior caso o equipamento caísse em mãos erradas ou fosse sacado durante o conflito.
Investigação Institucional
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) confirmou que o incidente ocorreu no último sábado (21/3). Em nota oficial, o órgão ratificou que o homem é, de fato, um policial penal da ativa, mas ressaltou que o episódio não aconteceu nas dependências ou em frente ao CPP. Diante da repercussão e da conduta exposta, a Seape informou que já instaurou um procedimento de investigação preliminar para apurar a situação institucional do servidor e as circunstâncias do ocorrido.
Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde do policial após a “coça”, nem se foram registrados boletins de ocorrência por agressão ou violência doméstica por parte de algum dos envolvidos.




