Um bombardeio militar no nordeste da Nigéria resultou na morte de civis, provocando uma onda de condenação internacional. No último domingo (12), aviões da força aérea nigeriana atacaram um mercado na localidade de Jilli, no estado de Yobe, que está na linha de frente de conflitos armados há anos. O foco do ataque era o grupo extremista Boko Haram, mas o saldo trágico foi a morte de ao menos 100 civis.
Impacto do Ataque em Jilli
De acordo com a Anistia Internacional, o número de vítimas foi confirmado através de relatos de sobreviventes e informações de equipes médicas. Muitas pessoas, incluindo 35 vítimas em estado grave, foram levadas ao Hospital Geral de Geidam. O ataque ocorreu em meio a um mercado semanal, onde muitos civis se reuniam para comprar e vender produtos, levantando questionamentos sobre a estratégia militar utilizada.
Aumento do Número de Vítimas
As lideranças locais informaram que o número de mortos pode ser ainda maior, possivelmente ultrapassando 200. A verdadeira extensão da tragédia está sendo investigada. Testemunhas afirmam que três aeronaves participaram do ataque, o que pode significar uma falha no reconhecimento de alvos e na proteção de civis.
Resposta do Governo e Investigação Necessária
O governo de Yobe alegou que a operação tinha como alvo o Boko Haram, reconhecendo a morte de civis, mas sem fornecer detalhes sobre as vítimas. A Força Aérea Nigeriana, por sua vez, defendeu seus “ataques de precisão” sem admitir o impacto sobre a população civil. A Anistia Internacional exigiu uma investigação imediata e independente, afirmando a necessidade de responsabilizar os envolvidos neste trágico evento.
O cenário de violência no nordeste da Nigéria, que tem sido exacerbado desde 2009 devido à atividade do Boko Haram e grupos dissidentes ligados ao Estado Islâmico, destaca a urgente necessidade de uma abordagem mais eficaz na proteção de civis em operações militares.

