A Operação Torre 7, realizada em São Paulo, resultou na prisão de um sargento da Polícia Militar do Amazonas e um cidadão venezuelano. Ambos são suspeitos de envolvimento com o núcleo financeiro de uma organização criminosa atuante no estado. As autoridades estão investigando uma casa de câmbio em Manaus que seria utilizada para movimentar recursos ilícitos, especialmente por meio de criptomoedas.
Investigação do Núcleo Financeiro
De acordo com a Polícia Federal, o sargento Roosevelt Moraes Pires Júnior e Ramon Arturo Badillo Carrasco são apontados como sócios da empresa investigada. Esta casa de câmbio operava sem a autorização do Banco Central e havia indícios de que era utilizada para lavagem de dinheiro e recebimento de valores relacionados ao tráfego de drogas, particularmente para líderes da facção Comando Vermelho.
Valores Envolvidos na Operação
As investigações revelaram que os suspeitos foram responsáveis por movimentar cerca de 72 milhões de dólares em criptomoedas que tinham ligação com atividades criminosas. Além disso, a empresa teria recebido aproximadamente 3 milhões de reais provenientes de associados da facção criminosa. Durante a operação, cerca de 5 milhões de dólares em ativos digitais foram confiscados.
Foragido e Mandados de Prisão
Um terceiro investigado, Kelisson Rego da Silva, conhecido como “Loirinho”, é considerado foragido. Suspeita-se que ele seja um dos chefes do Comando Vermelho e estava utilizando contas da casa de câmbio para receber pagamentos ligados ao tráfico. A Operação Torre 7 foi desencadeada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), que une órgãos das esferas federal e estadual, com a Justiça autorizando o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Reportagens da época tentaram entrar em contato com as defesas dos investigados, mas não obtiveram retorno. A Polícia Militar do Amazonas também foi procurada para comentar sobre a prisão, mas não fez declarações até o fechamento deste artigo.




