Uma operação policial intensa no Morro dos Prazeres, na região central do Rio de Janeiro, culminou em conflito e tragédia nesta quarta-feira (18). Focada no Comando Vermelho (CV), a ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na morte do chefe do tráfico local, Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”.
O confronto deixou também uma vítima civil: um morador foi feito refém e morto durante a troca de tiros entre forças policiais e criminosos.
Alvo da Operação Bope
A missão do Bope visava cumprir mandados de busca e apreensão contra membros do CV envolvidos em tráfico de drogas e outros crimes. Cláudio Augusto dos Santos, de 55 anos, possuía um extenso histórico criminal, incluindo 135 registros e oito mandados de prisão em aberto, e era considerado um dos líderes do tráfico na área.
Reféns e impasses durante a operação
Durante a operação, seis criminosos tentaram escapar do cerco policial invadindo uma residência, onde fizeram um casal refém. A troca de tiros resultou na morte do morador e dos seis suspeitos. A esposa da vítima, apesar de não ter sofrido ferimentos físicos, foi hospitalizada em estado de choque.
Balanço dos feridos e impacto na região
O Hospital Municipal Souza Aguiar confirmou que, entre os atendidos, oito homens chegaram sem vida à unidade. Um policial ficou ferido por estilhaços, mas já foi liberado. Duas pessoas ficaram internadas em estado estável.
Após a operação, criminosos iniciaram ataques em represália, causando tumulto na mobilidade urbana. Um ônibus foi incendiado, levando ao bloqueio de ruas e impactando o trânsito na região. O sindicato Rio Ônibus desviou pelo menos 10 linhas municipais devido aos riscos associados.
Os bloqueios foram registrados principalmente nas áreas do Rio Comprido e Catumbi, afetando vias importantes como a Avenida Paulo de Frontin e o Túnel Rebouças. Essas medidas visavam garantir a segurança dos passageiros e minimizar os riscos durante a operação policial em andamento.



