O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) decidiu manter a condenação do ex-prefeito de Lábrea, Gean Campos de Barros, pela má gestão de um convênio significativo. Essa decisão implica na devolução de R$ 194.942,47 aos cofres públicos, reforçando a importância da responsabilidade na administração de recursos públicos na região.
Detalhes do Convênio e Irregularidades Identificadas
O caso em questão remonta ao Convênio nº 81/2021, celebrado entre a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e a Prefeitura de Lábrea. O propósito deste convênio era voltado para a recuperação de ramais, essenciais para a infraestrutura do município. No entanto, a análise feita pelo TCE-AM revelou falhas graves na comprovação da utilização dos recursos transferidos, resultando em prejuízos significativos ao erário.
Decisão do Tribunal e Consequências para o Ex-Prefeito
Além da obrigação de ressarcimento, o Tribunal de Contas também impôs multas administrativas ao ex-prefeito, que, somadas, superam R$ 20 mil. Os conselheiros afirmaram que a documentação apresentada por Gean Campos de Barros não foi suficiente para demonstrar a execução adequada dos serviços que deveriam ser feitos conforme o acordo. Isso destaca a importância da transparência e da correta gestão dos recursos públicos.
Defesa do Ex-Gestor e Implicações da Sentença
Ao recorrer da decisão, Gean Campos de Barros argumentou que fatores como as condições climáticas da Amazônia e as dificuldades de acesso aos ramais prejudicaram as obras. No entanto, o relator do processo ressaltou que essas justificativas não eximem o gestor da responsabilidade de apresentar documentação adequada que comprove a correta aplicação dos recursos. A ausência dessa comprovação fundamentou a manutenção da condenação.
Com a decisão do TCE-AM, a obrigação de devolver os R$ 194,9 mil aos cofres públicos permanece, além das penalidades impostas. É importante notar que o ex-prefeito ainda possui opção de utilizar instrumentos recursais estabelecidos pela legislação vigente. Ao olhar para o futuro, essa situação enfatiza a função fundamental do TCE-AM em fiscalizar a aplicação de recursos, especialmente em convênios que visam à melhoria da infraestrutura e ao desenvolvimento rural na região.
Essa decisão serve como um alerta não apenas para os gestores públicos, mas também para a população, ressaltando a relevância da fiscalização dos recursos que são fundamentais para o desenvolvimento e sustentação das comunidades locais. Agindo com rigidez, o Tribunal de Contas garante que os recursos destinados ao bem público sejam utilizados de forma eficaz e responsável.




