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Estrutura inacabada: MPAM investiga obra de R$ 5 milhões em São Sebastião

Estrutura inacabada: MPAM investiga obra de R$ 5 milhões em São Sebastião

Obra pública em São Sebastião do Uatumã gera investigações

Uma obra pública avaliada em R$ 5,1 milhões, voltada para a recuperação de área erodida na orla de São Sebastião do Uatumã, foi suspensa e está sob a investigação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). O órgão busca entender as causas da paralisação dos serviços e se os trabalhos contratados foram efetivamente realizados conforme o planejamento.

Vistorias feitas em setembro e outubro de 2026 revelaram estruturas inacabadas, materiais de construção deixados sem supervisão, vegetação densa ao redor, e vergalhões expostos, além da ausência de trabalhadores na obra. A contrapartida do projeto está estabelecida no Contrato nº 044/2022 da Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra), no valor de R$ 5.138.027,05. Os serviços foram atribuídos à empresa M. S. Construções e Terraplanagem Ltda.

O prazo de execução original da obra era até 21 de setembro de 2026; no entanto, uma nova vistoria em 1º de outubro indicou que os trabalhos permaneciam estagnados, sem perspectivas de retomada. Essa situação levantou dúvidas sobre o cumprimento do contrato, a supervisão dos serviços e a correta aplicação dos recursos públicos dispendidos para o projeto.

Notícias sobre a investigação

Diante das irregularidades encontradas, a Promotoria de Justiça de São Sebastião do Uatumã instaurou a Notícia de Fato nº 172.2026.000048 para investigar as circunstâncias em que ocorreu a paralisação. O Ministério Público requisitou à Seinfra a apresentação de documentos relevantes, como o projeto, o orçamento, o cronograma físico-financeiro, medições da obra, notas fiscais, pagamentos feitos e relatórios de fiscalização.

A Secretaria deverá explicar os motivos para a interrupção dos trabalhos, relatar quais ações foram tomadas desde então e fornecer uma expectativa para a retomada ou finalização do projeto. A empresa encarregada da execução também foi chamada a prestar esclarecimentos sobre a suspensão das atividades, o que pode indicar uma possível falta de planejamento e gestão adequados.

Condições da obra e preocupações públicas

A situação atual da obra preocupa os moradores e autoridades locais, pois a erosão na região pode causar danos ambientais significativos e afetar a vida dos habitantes. As vistorias confirmaram que a área da obra, além de perigosamente incompleta, apresenta evidências de desgaste e falta de manutenção. Esse panorama é especialmente alarmante considerando o recurso financeiro envolvido e a importância da obra para melhorar a infraestrutura local.

A investigação do MPAM não é apenas sobre o progresso da obra, mas também levanta questões sobre transparência e responsabilidade na gestão de recursos públicos. É fundamental que se conheçam os motivos para a estagnação e se as medidas necessárias foram adotadas para contornar a situação.

Próximos passos na apuração

Com a possível gravidade das irregularidades, o caso será enviado ao Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) para conhecimento e avaliação de ações que possam ser necessárias. O objetivo é garantir que os responsáveis sejam responsabilizados e que os recursos públicos sejam utilizados de forma justa e eficiente.

Até o momento, não há conclusão definitiva sobre possíveis desvios de recursos ou responsabilização dos envolvidos. A continuidade da investigação deverá esclarecer o que ocorreu com a obra, as responsabilidades de cada parte e quais medidas serão implementadas para garantir a conclusão da obra, respeitando os valores e prazos acordados originalmente.

Essa situação destaca a importância de um acompanhamento rigoroso das obras públicas, a fim de prevenir a ineficiência e garantir que tais projetos realmente beneficiem a população local, promovendo melhorias na infraestrutura e evitando desperdícios de dinheiro público.

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