A estiagem no Amazonas tem gerado desafios sérios para diversas localidades do estado, impactando 146.425 famílias até o último boletim do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. Em situações extremas, 47 municípios enfrentam estado de emergência, enquanto outros 15 estão em alerta. O panorama é agravado pela diminuição do nível dos rios e pela fumaça das queimadas, criando uma crise especialmente preocupante para as comunidades ribeirinhas, que dependem da navegação e do abastecimento hídrico para a sua sobrevivência.
Impactos da estiagem em municípios amazonenses
Segundo o levantamento da Defesa Civil, todos os 62 municípios do Amazonas estão sob vigilância em relação à estiagem. Entre os municípios em situação de emergência, destacam-se Parintins, Tefé, Manacapuru, Maués, Nhamundá, Autazes e Humaitá. Por outro lado, cidades como Manaus, Iranduba, Itacoatiara e Tabatinga estão em alerta. Nesse sentido, o monitoramento contínuo é essencial, tanto para as áreas diretamente afetadas pela seca quanto para aquelas que podem enfrentar situações semelhantes. As autoridades acompanham as condições dos rios e as necessidades das famílias impactadas.
Qualidade do ar e queimadas no Amazonas
A estiagem também traz como consequência um aumento na queimadas, afetando a qualidade do ar em várias cidades. Recentemente, Parintins foi classificada como tendo a qualidade do ar péssima, enquanto Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara e outras localidades enfrentam condições muito ruins. Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba também apresentam padrões de qualidade do ar considerados ruins. As pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos, devem redobrar seus cuidados e evitar exposição prolongada à fumaça.
Combate às queimadas e ações do Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas tem tomado medidas drásticas para combater a devastação causada pelas queimadas. Entre junho e outubro, foram registrados 24.414 focos de incêndio extintos, com 4.748 ocorrências em Manaus e 19.666 no interior do estado. Aproximadamente 1.500 bombeiros e brigadistas estão envolvidos nas operações, que também contam com o apoio de 18 aeronaves, 16 delas de órgão federal. As ações incluem não só o combate direto aos fogos, mas também fiscalização e monitoramento por drones. Todo esse esforço é necessário para minimizar os danos causados pela estiagem e as queimadas.
Prevenções e assistências às comunidades afetadas
Com a continuidade da estiagem no Amazonas, as medidas de prevenção e assistência se tornam cada vez mais urgentes. A situação crítica dos rios, somada ao comprometimento da qualidade do ar e ao número crescente de famílias afetadas, exige atenção especial. No início de novembro, o estado ainda se encontra sob os efeitos da seca, e os decretos que limitam o uso do fogo foram mantidos para proteger o meio ambiente. A Defesa Civil segue monitorando o cenário e atualizando os dados à medida que novas ocorrências são registradas, assegurando que a população tenha acesso às informações necessárias para tomar cuidados adequados.

