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Aterro da Vergonha: MPAM investiga prefeito Airton Siqueira

Aterro da Vergonha: MPAM investiga prefeito Airton Siqueira

Nos últimos dias, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) tomou medidas decisivas em relação à gestão de resíduos na cidade de Carauari. Como resultado de uma inspeção realizada em 3 de junho, diversas recomendações foram emitidas para garantir melhorias nas condições ambientais da unidade de tratamento de resíduos sólidos da região. A atuação do MPAM é essencial para promover a regularização e adequada administração das práticas ambientais, que são fundamentais para a preservação e saúde pública.

Vistoria pelo Ministério Público

A vistoria foi liderada pelo promotor de Justiça Sandro Crispim Gonçalves Nóbrega Magalhães e contou com a presença do vice-prefeito e representantes da prefeitura. Durante a inspeção, várias irregularidades foram constatadas. As situações identificadas exigem a urgente intervenção do poder público, principalmente em um momento em que a gestão de resíduos sólidos é um tema de crescente relevância.

Irregularidades identificadas no aterro sanitário

O aterro sanitário municipal, segundo o relatório gerado após a inspeção, não possui um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ou Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima). Estar sem essas licenças ambientais representa um sério risco à saúde pública e ao meio ambiente. A falta de documentação adequada pode levar a consequências negativas, como a contaminação do solo e da água, além de provocar danos à fauna e flora locais.

Medidas recomendadas pelo MPAM

De acordo com as conclusões da vistoria, o MPAM orientou a Prefeitura de Carauari a tomar providências no prazo de 30 dias para regularizar a situação do aterro. Entre as ações sugeridas estão:

Início do processo de licenciamento ambiental junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), incluindo a elaboração e protocolo do EIA e do Rima;

Elaboração de um plano de ação para instalação de mantas impermeabilizantes nas células ativas do aterro;

Adequação da destinação dos resíduos de serviços de saúde, encerrando a prática de queima a céu aberto;

Apresentação de um cronograma para a criação de um viveiro de mudas nativas visando a recuperação ambiental da área.

Controle de acesso e gestão integrada de resíduos

Adicionalmente, o MP exigiu também um prazo de 15 dias para que se adotem medidas que aumentem o controle de acesso ao aterro sanitário, um aspecto crucial para evitar deposições inadequadas de resíduos. Este controle é fundamental para garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso ao local, reduzindo os riscos de contaminação e promovendo uma gestão mais eficiente.

Outro ponto importante é que o município deve elaborar, em até 60 dias, o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS). Esse plano é uma peça-chave para o gerenciamento adequado dos resíduos, contemplando ações para a coleta seletiva, destinação de materiais recicláveis, participação de catadores e planos para a construção de um novo aterro sanitário, se necessário.

Impacto das ações do MPAM

As recomendações do MPAM têm um grande potencial de transformação na gestão de resíduos em Carauari. Implementar essas medidas não apenas contribuirá para a regularização do aterro, mas também favorecerá a saúde da população e a proteção do meio ambiente. Um sistema adequado de gestão de resíduos é essencial para promover a sustentabilidade e garantir a qualidade de vida dos habitantes.

O acompanhamento e a supervisão do MPAM são indispensáveis para que as orientações sejam efetivamente seguidas, e que a administração municipal se comprometa em adotar as melhorias necessárias. É esperado que, com a implementação das recomendações, Carauari possa se tornar um modelo de gestão ambiental, promovendo práticas que respeitem e preservem a saúde ambiental e pública.

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