A Escola Municipal Senador Arthur Virgílio Filho, no bairro Castanheira, Manaus, enfrenta um grave escândalo educacional e administrativo. As denúncias de negligência e maus-tratos a crianças, incluindo aquelas com necessidades especiais, têm gerado repercussão entre os pais e responsáveis pelos alunos.
Brenda Barros, mãe de Braian, um menino autista de sete anos, relatou abusos graves ocorridos na escola. A infraestrutura, que deveria favorecer o aprendizado, falha em prestar suporte adequado a alunos vulneráveis. Segundo Brenda, a escola usava o pretexto de falta de materiais para não adaptar as atividades para seu filho, que frequentemente ficou sem a assistência necessária, inclusive sendo deixado sem supervisão em turmas inadequadas.
Violência e Bullying
Os episódios de violência são alarmantes. Jorge Sá, avô de Braian, denunciou que o menino teria levado um “cascudo” na cabeça de uma professora, o que intensificou suas crises de ansiedade e comportamento agressivo. Além do caso de Braian, ele presenciou bullying contra uma estudante com nanismo, vítima de agressões por alunas mais velhas, sem que a direção ou secretária tomassem providências.
Condições precárias e gestão inadequada
A gestão da escola, liderada pela secretária Rosana, tem sido criticada por seu comportamento intimidador. Ela teria um poder excessivo sobre as decisões da unidade, exacerbando um ambiente de medo entre os pais. A segurança da escola também é precária, com portões constantemente abertos e falta de medidas de proteção, além de denúncias de infraestrutura deficiente, como banheiros sujos e falta de água.
Suspeitas de abuso e a inércia das autoridades
Denúncias sobre o ex-diretor, Danilo Batista de Souza, indicam a existência de um esquema de manipulação e predatório no ambiente escolar, favorecendo comportamentos abusivos. Pais afirmaram que quando tentavam denunciar esses abusos, eram ameaçados com expulsões. A situação se tornou evidente com a exposição de provas digitais em redes sociais.
Apesar das várias denúncias formalizadas em órgãos educativos e de segurança, como o Ministério Público, os responsáveis se sentem desamparados. A única ação tomada foi a transferência do ex-diretor, deixando uma estrutura ainda vulnerável e sem responsabilidade. As famílias clamam por mudanças urgentes para garantir um ambiente seguro e respeitoso para todos os alunos.

